segunda-feira, 11 de julho de 2011

Albânia homenageia Bush com estátua em praça pública

Bush-estatua


O que ele não conseguiu em sua terra natal acabou conquistando na Albânia. O ex-presidente dos Estados Unidos George W. Bush foi homenageado no pequeno país de maioria muçulmana com uma estátua colocada em Fushe-Kruje, cidade que em 2007 o acolheu como um herói.
A estátua de bronze de três metros de altura mostra Bush com as mangas da camisa dobradas, em um pedestal de pedra colocado na praça central, que também leva seu nome e foi revitalizada para a ocasião.
Participou da inauguração na semana passada o primeiro-ministro, Sali Berisha, que não deixou de elogiar Bush e os americanos, com quem os albaneses “estão vinculados como com nenhuma outra nação do planeta”.
Berisha lembrou o apoio dos EUA à independência da Albânia em 1912 contra os esforços das potências europeias que “fizeram o possível para apagar do mapa da Europa os albaneses, um dos povos mais antigos do continente”.
Segundo Arben Kupa, um dos 25 membros do conselho municipal que assinaram a iniciativa, “a decisão sobre a construção da estátua foi unânime”.
- Sua visita é incomparável. Ele merece tudo isso. Bush prometeu a independência aos albaneses do Kosovo e a entrada da Albânia na Otan [aliança militar do Ocidente].
População contesta construção da estátua
Ao contrário da recepção calorosa que os 12 mil habitantes de Fushe-Kruje ofereceram a Bush em junho de 2007, a inauguração da estátua contou com pouco mais de cem pessoas, grande parte crianças.
Entre os que faltaram à cerimônia figuram a padeira Klarita Topi, a estilista Luiza Mukaj, assim como o barbeiro, o pastor e a cigana que conversaram com Bush e sua mulher Laura, enquanto o casal tomava um café no bar de Festim Cela. O irmão de Klarita, Arben Topi, que administra a padaria visitada por Bush reclama do estado das ruas da cidade.
- Klarita não vive mais aqui. Seu filho ganhou na loteria e foram morar em Nova York. Minha loja está inundada, as máquinas estragaram e não consegui ir [à inauguração da estátua]. A chuva entrou porque quando asfaltaram a rua taparam a canalização.
Festim, que batizou seu bar com o nome de George W. Bush em homenagem ao hóspede especial, ainda não viu a estátua. Ele diz que o povo tem curiosidade para vê-la, mas que sua preocupação principal agora é o desemprego e os altos preços.
Em seu bar vazio, Festim afirma que seu negócio está em uma crise da qual nem o nome de Bush, nem a mesa, nem a cadeira onde ele se sentou, “objetos de culto” que antes serviam para atrair visitantes, podem salvar.
- Como Bush poderá gostar de nós se nem os nossos políticos gostam? Com 100 mil euros que custou a estátua e a reforma da praça teriam garantido pão durante um ano a todos os pobres de Fushe-Kruje.
Mas para o morador Agim o problema está no relógio de Bush.
- Eu não gosto da estátua. Foi feita sem relógio. Isto dá razão para os que nos acusaram de que roubamos o relógio de Bush.
A única que não perdeu o entusiasmo de 2007 é a idosa Thomaidha Kaziu, apesar de no ano passado ladrões terem levado de sua casa a caneta que ganhou do ex-presidente.
Com a foto de Bush na mão e sentada no sofá de sua humilde casa onde vive sozinha, ela recita com paixão: “Chegaste sem mãe e aqui em Fushe-Kruje encontraste uma”.
Com estes versos, a mulher de 73 anos, de religião ortodoxa, lembra o “inesquecível” momento em que Bush a abraçou e disse que ela se parecia com sua mãe.
blog do cristiano phb

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